Flora do Cambuí: A figueira e uma história de amor
É inevitável. Quem sobe pela rua Conceição inevitavelmente encontra, no final dela, a exuberante figueira que exibe os grandes galhos como quem abre os braços para quem a vê, imponente, na esquina da rua Maria Monteiro. Essa bela árvore, que faz parte da diversidade de espécies da flora do Cambuí, conta uma história de amor para as novas e as futuras gerações.
Em um tempo em que o Cambuí era fundamentalmente um bairro de chácaras, a árvore foi plantada por um pai que desejava homenagear o filho, prematuramente falecido. Dirceu Bueno Vedovello tinha somente 18 anos quando faleceu em um acidente na Escola Militar de Resende, no Rio de Janeiro.
Um ano depois do enterro, que comoveu Campinas, a mãe de Dirceu, Dona Zoraide, pediu ao marido, João Vedovello, que plantasse uma figueira e três quaresmeiras nas proximidades da residência da família. E assim o plantio foi feito, em 1946.
A figueira se tornou um marco para o Cambuí e uma das árvores mais conhecidas de Campinas. As quaresmeiras não existem mais. A praça Dr.Walter Hoffmann, onde a figueira está hoje localizada, é mantida por empresas da vizinhança. Um grande ato de amor de dois pais que desejavam eternizar a memória do filho. Ele floresce todo ano, com a beleza da grande figueira branca. (Foto José Pedro Soares Martins)


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